Sitramico | Carta aberta à direção da BR Distribuidora
SITRAMICO - RJ
Sindicato dos Trabalhadores no Comercio de Minérios
e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro.
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quinta-feira, 24/10/2019 - 11:17

Carta aberta à direção da BR Distribuidora

Prezados senhores,

Registro o recebimento de sua mensagem “esclarecimento sobre e-mails e ofícios enviados pelo SITRAMICO-RJ” pela qual buscam construir uma narrativa favorável junto aos seus trabalhadores, nossos representados.

A direção de nossa entidade busca, sob minha condução, a defesa intransigente dos interesses de nossos representados, fato esse inconteste e reconhecido até pela figura máxima dessa companhia em muitas de suas falas aos empregados. Para tanto, privilegiamos o diálogo como principal ferramenta negocial, apesar de manejarmos bem outros instrumentos legais colocados à disposição da luta dos trabalhadores pela adoção de convenções e acordos nacionais e internacionais.

Imbuídos desse espírito é que insistimos na continuidade das rodadas de negociação iniciadas desde antes da privatização da BR Distribuidora. Depois de privatizada a companhia, víamos no diálogo a possibilidade dos novos gestores da empresa, em respeito ao valioso capital humano de que dispõe no seu quadro de funcionários, assumir solenemente compromissos com a força de trabalho no que tange a garantia de emprego, permanência da AMS principalmente para os aposentados nos moldes praticados para os da ativa, financiamento da Petros e, no limite, apoio à resolução 193 que garante ao trabalhador não aproveitado, ou mesmo insatisfeito, na BR privatizada seu DIREITO ao aproveitamento em órgãos governamentais dado a sua natureza de TRABALHADOR CONCURSADO.

Ao invés disso, a BR prefere, unilateralmente, pôr fim às negociações, recorrer ao TST, introduzir um corpo estranho à negociação (empresa EKANTICA) a quem aparentemente terceiriza suas responsabilidades com seus trabalhadores e, nesse momento, nossos informativos começam a não chegar aos nossos associados em seus ambientes de trabalho situação impensável até a privatização da companhia.

Reconhecemos que vivemos um ambiente radicalizado, de desconfiança mútua, mas que, em benefício dos trabalhadores da BR Distribuidora precisa ser superado.

Ligia Deslandes

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