Sitramico | Mais de 1,2 milhão de mulheres foram vítimas de violência entre 2010 e 2017
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segunda-feira, 16/12/2019 - 14:58

Mais de 1,2 milhão de mulheres foram vítimas de violência entre 2010 e 2017

São Paulo – No Brasil, 1,23 milhão de mulheres reportaram ser vítimas de violência entre 2010 e 2017. No mesmo período, mais de 177 mil mulheres e meninas foram vítimas de violência sexual e 38 mil mulheres foram assassinadas. Os dados são parte da plataforma Evidências sobre Violências e Alternativas para mulheres e meninas (EVA), lançada hoje (25) pelo Instituto Igarapé, que atua em questões de segurança e desenvolvimento.

A data escolhida para o lançamento é o Dia Internacional da Não-violência Contra a Mulher. Além do Brasil, a plataforma reúne também dados sobre a mesma questão no México e Colômbia, e deverá agregar informações de outros países com a evolução desse trabalho, cujo objetivo é reunir conteúdo relevante para informar políticas públicas voltadas à prevenção, redução e eliminação da violência contra mulheres na América Latina.

Chama a atenção que na Colômbia 71% das vítimas de violência sexual tinham menos de 14 anos em 2018; e no México, em 2017, os companheiros foram responsáveis por 80% de todas as violências praticadas contra a mulher.

Os dados, que chegam ao nível municipal, estão detalhados por idade, raça e tipo de instrumento utilizado. A plataforma mostra também a evolução dos direitos humanos das mulheres e da igualdade de gênero, e explora a implementação de iniciativas de combate à violência contra mulheres.

“A produção, a coleta e a sistematização de dados são ações fundamentais para entender os padrões da violência contra mulheres e para planejar políticas baseadas em evidência e que sejam eficazes”, informa a plataforma.

A plataforma apresenta também dados dos sistemas de saúde, fundamentais para entender que tipos de violências estão sendo atendidas em hospitais, centros de atenção e outras unidades.

O instituto acredita que a ausência de órgãos responsáveis pela produção de dados e a falta de padronização em sua sistematização dificulta as análises e a identificação de padrões de vitimização. Assim, presta sua contribuição tanto aos sistemas de saúde como de segurança pública para esse tipo de violência. As pesquisas nacionais de vitimização foram também consideradas para a Colômbia e para o México, que não produzem dados sobre a violência psicológica e moral.

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