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sexta-feira, 31/01/2020 - 1:33

Embraer coloca trabalhadores em licença e despreza convenção coletiva

Foto: Rede Brasil Atual (Reprodução)

Os trabalhadores da Embraer e da empresa de transição Yaborã, em  São José dos Campos (SP), estão ainda mais preocupados com relação à compra da companhia brasileira pela norte-americana Boeing, desde que na terça-feira (21) foram colocados em licença remunerada.

A Yaborã foi criada como empresa de transição até que a venda da Embraer para a Boeing seja concretizada. Cerca de dez mil trabalhadores tiveram seus contratos transferidos, no dia 1º de janeiro, para a Yaborã.

“A licença é mais uma notícia que deixa os trabalhadores apreensivos”, afirma Hebert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. “Em toda essa questão da transação entre a Embraer e a Boeing, desde o começo a empresa não foi transparente em relação a isso. E não tem sido transparente em relação às garantias de empregos e direitos; desde que começaram as negociações sobre essa transação, no final de 2017 e em 2018, já foram mais de 2 mil demissões dentro da fábrica, e a empresa também não renovou a convenção coletiva de trabalho”, diz Claros, em vídeo que foi divulgado pelo Seu Jornal, na TVT.

Para justificar a licença remunerada, a Yaborã afirmou que está realizando “ajustes e testes em seu sistema”. Segundo o comunicado interno, todos os funcionários no Brasil entrarão em licença, exceto os da Embraer Divisão de Equipamentos (EDE).

Depois da transferência para a Yaborã, permanecem na Embraer apenas 3.500. Entre os 12 mil que ficavam na matriz, cerca de 2 mil estão, desde esta terça-feira, na fábrica do distrito de Eugênio de Melo e juntam-se a outros 1.500 que já estavam lá.

Com a criação da Yaborã, a Embraer deixa de fabricar aviões em São José dos Campos. Sua atividade, agora, concentra-se em desenvolvimento de projetos.

Os aviões executivos e militares são produzidos na cidade de Gavião Peixoto (SP) e na Flórida, Estados Unidos. Já a aviação comercial está sob o comando da Yaborã.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vê com apreensão o anúncio de licença remunerada. “A incerteza sobre o futuro desses trabalhadores só aumenta. Agora eles não são nem Embraer nem Boeing. A entrega para a norte-americana, se for concretizada, será o fim de 50 anos de história. O Sindicato permanece na luta contra essa transação comercial e em defesa dos empregos, seja na Embraer, na Yaborã ou na Boeing”, afirma o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves, o Alemão.

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