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quinta-feira, 27/08/2020 - 10:18

Grupos usam redes sociais para disseminar fake news sobre vacina contra covid-19

Pesquisas da USP e da Avaaz revelam que páginas de notícias falsas de movimentos antivacina têm alcance quatro vezes maior no Facebook do que os sites da OMS e de outras instituições sanitárias

Por Redação RBA  (Reprodução/TVT )

Pesquisadores da USP e a Avaaz cobram do poder público e das plataformas o bloqueio das informações falsas e que boatos sejam desmentidos. Circulação das fake news colocam em risco saúde da população016

São Paulo – Estudos realizados pela União Pró-Vacina da Universidade de São Paulo (USP) e pela rede para mobilização social global Avaaz revelam uma tendência crescente de desinformação sobre o uma possível vacina contra a covid-19. Segundo dois levantamentos produzidos pelas instituições, grupos antivacina já usam as redes sociais para disseminar fake news a respeito do tema.

De acordo com pesquisa da USP, conteúdos falsos sobre a imunização tiveram um salto de 383% entre maio e julho deste ano. Em abril, a RBA já mostrava em reportagem a campanha focada no coronavírus pelo grupo. As postagens analisadas foram publicadas por dois dos maiores grupos antivacina do Brasil em páginas do Facebook. É nessa rede social, inclusive, que o estudo da Avaaz revela que o número de visualizações dessas notícias falsas é quatro vezes maior do que as informações compartilhadas pelos sites das 10 principais instituições de saúde do mundo, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A USP mostra também que ao menos 35% das fake news replicadas no Brasil são importadas.  A maior preocupação da Avaaz, contudo, é relativa ao Facebook. A rede social, além de garantir alcance a essas publicações, não faz nenhum alerta sobre a maioria das postagens, apesar dos conteúdos serem produzidos por instituições sem qualquer tipo de prestígio. 

Pelo mundo, as fake news foram visualizadas por 3,8 bilhões de pessoas dos Estados Unidos, Reino Unido, França, à Alemanha e Itália, entre maio do ano passado a maio de 2020, segundo a Avaaz.

Os interesses e os riscos

“A desinformação dá lucro para o Facebook porque é feita para mexer com as nossas emoções, manter pelo maior tempo possível os nossos olhos focados na tela. O algoritmo tem propiciado que esse tipo de fake news alcance muito mais gente do que as informações técnicas, científicas e o jornalismo de qualidade”, adverte a coordenadora de campanha da Avaaz Laura Moraes. 

Em entrevista ao repórter Jô Miyagui do Seu Jornal, da TVT, o analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) João Henrique Rafael também aponta a existência de outros interesses. “No Brasil, existem redes de desinformação que acabaram politizando vários fatos envolvendo a pandemia”, ressalta. 

O principal risco é que a produção de mentiras sobre a vacina possa prejudicar ainda mais a saúde da população. É o que alerta a infectologista da Unicamp Raquel Stucchi. “Acreditar que existe algum tratamento que vai impedir a transmissão que não seja a vacina, e daí a achar que pode se aglomerar, não precisa usar máscara ou higienizar as mãos, é algo que contribui para haver uma grande transmissão do vírus.” 

Pelo perigo que as informações falsas representam à sociedade, os pesquisadores da USP e a Avaaz cobram do poder público e das plataformas, como o Facebook, a necessidade de se adotar mecanismos para bloquear essas postagens e desmentir as que já circulam na rede. 

Confira os detalhes na reportagem da TVT Redação: Clara AssunçãoEdição: Glauco FariaTAGS:avaazfacebookFake newsgrupos antivacinanotícias falsastvtvacina covid-19

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