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segunda-feira, 09/11/2020 - 10:42

Mulheres protestam em várias cidades por justiça para Mari Ferrer

Manifestação que se repetiu em diversas cidades do país pediu condenação do empresário André de Camargo Aranha, acusado de ter dopado e estuprado a influenciadora, que ainda foi humilhada durante julgamento

Roberto Parizotti

Enquanto houver machismo, haverá feminismo”, afirmaram as mulheres durante o protesto

Rede Brasil Atual | Milhares de pessoas, a maioria mulheres, realizaram uma manifestação na Avenida Paulista na tarde deste domingo (8), em São Paulo, para exigir justiça no caso Mari Ferrer. Acusado de estupro pela influenciadora, o empresário André de Camargo Aranha foi inocentado pela Justiça do Paraná. O juiz acatou argumento de que ele “não teve intenção” de violentar a vítima.

Elas se reuniram no Vão do Masp, no início da tarde. Posteriormente, saíram em caminhada pela Rua da Consolação em direção ao centro. Com cartazes e bandeiras, as manifestantes reafirmaram nas ruas que “estupro culposo não existe”, em alusão à tese que absolveu o empresários.

Protestos contra o machismo e em solidariedade a Mari Ferrer também foram registrados em diversas capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre. No interior de São Paulo, foram registrados atos em Jundiaí, Bauru, Araras e São José do Rio Preto.

Além da responsabilização do agressor, também exigiram que o juiz e o promotor do caso sejam investigados, por terem consentido com as ofensas e humilhações promovidas contra Mari, durante o julgamento, pelo advogado do acusado.

Por outro lado, elas exigiram o fim da “cultura do estupro”, que transfere a culpa dos agressores para as vítimas, nos casos de violência sexual contra as mulheres. E também protestaram, ademais, contra o presidente Jair Bolsonaro, acusado de estimular a violência machista contra as mulheres.

“Contra a violência machista, que é muito forte e muito potente. Enquanto houver machismo, haverá feminismo”, afirmaram as mulheres em jogral, durante o protesto.

O caso Mari Ferrer

Segundo Mari, o estupro ocorreu durante uma festa em Jurerê Internacional, Florianópolis, no final de 2018. À época com 21 anos, quando ainda era virgem, ela denunciou que foi dopada, antes de ter sido violentada pelo empresário.

O caso voltou à tona na semana passada, quando reportagem do The Intercept Brasil divulgou as imagens do julgamento, em que Mari implora ao juiz para que fosse respeitada, após ser humilhada pelo advogado por Cláudio Gastão da Rosa Filho. O advogado mostrou, então, fotos sensuais da jovem para questionar a acusação de estupro.

“Peço a Deus que meu filho não encontre uma mulher que nem você”. Sem ser interrompido, o advogado insistiu em mostrar imagens. “Só falta uma auréola na cabeça. Não adianta vir com esse choro dissimulado, falso, e essa lágrima de crocodilo”, acusou Cláudio Gastão. 

Aos prantos, a jovem implorou por respeito. “Nem os acusados, nem os assassinos são tratados da forma como eu estou sendo tratada. Pelo amor de Deus, o que é isso? Eu sou uma pessoa ilibada, nunca cometi crime contra ninguém”, contestou Mariana na audiência. 

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