Sitramico | BR | Negociação só avançou no tempo gasto
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quarta-feira, 31/01/2018 - 17:56

BR | Negociação só avançou no tempo gasto

Passados quatro meses da primeira rodada, a BR apresentou a tão esperada proposta. Após a grande pressão dos Sindicatos, a companhia recuou em alguns pontos, mas se manteve irredutível nos demais. Desistiu de empurrar goela abaixo o pacote de maldades, que era o grande bode na sala desde a primeira reunião. 

No texto anterior, grande parte dos direitos dos novos estava em risco, entre eles RMNR, ATS e Abono de Férias. Caso a primeira proposta passasse, o passo seguinte da empresa seria óbvio. Ao baratear a contratação dos novos, o emprego dos antigos estava ameaçado.  Mas, após longas reuniões, assembleias, denúncias e ofícios a companhia repensou e apresentou um novo texto para o acordo contemplando:

  • Reajuste nas tabelas do salário básico, RMNR, ATS, Benefícios Educacionais e PJU (Programa Jovem Universitário): 1.73%
  • Bolsa de Estudos: 1.73% em parcela única
  • Vale alimentação/refeição: 1.73%
  • Cesta básica: 1.73%

De acordo com a carta, todos os itens seriam reajustados a partir da data base, 1/9/2017. Mas, como nem tudo são flores, a companhia ratificou alguns itens nocivos aos trabalhadores. Veja abaixo onde está o perigo:

Assistência Médica: No decorrer do texto, a empresa propõe revisão do desconto da tabela da AMS de quase 15%. O reajuste penaliza, principalmente, aqueles que ganham os menores salários.  A tabela da BR já é o dobro do valor da tabela da Petrobrás.

Abono Especial de Férias: O formato não atende a reivindicação da categoria, já que não está em alinhamento com o da Petróleo.

Redução de Jornada: A empresa propôs um plano que resultaria na redução de 20 a 25% dos salários para os trabalhadores que aderissem ao programa.  Tento em vista os fatores que influenciam este tipo de iniciativa, apresentamos as seguintes críticas para a rejeição do item:

  • A empresa está dando lucro e o mercado está em recuperação. A ação de redução de horário conjunta com a redução de salário é direcionada a companhias em situação de risco.
  • Não é uma demanda coletiva, já que a pesquisa da própria empresa apontou que cerca de 80% do universo de trabalhadores não tem interesse na proposta.
  • Não se estende as áreas operacionais.
  • Há anos os Sindicatos pleiteiam a construção de uma comissão paritária em torno dos Regimes e Jornadas, já que principalmente as áreas operacionais sofrem com questões relacionadas a distribuição de turnos e horários de trabalho. Iniciativa esta negada pela empresa.
  • Experiência de outros ramos, que após a aprovação buscaram restituir a escala integral e não conseguiram.

Contraproposta apresentada pelos Sindicatos, mas rejeitada pela empresa em mesa:

  • Reajuste pelo IPCA, como ocorre historicamente.
  • ACT com vigência de 2 anos.
  • AMS: Aumento pelo mesmo indicador de reajuste do salário.
  • Férias: Alinhamento com a Petróleo na questão do abono.
  • Homologações: Assistência e acompanhamento do Sindicato nas dispensas, já que cerca de 1 em cada 4 homologações tem erros de cálculo detectados pelo Sindicato, que prejudicam o bolso do trabalhador.

A BR rejeitou a contraproposta apresentada pelos Sindicatos e manteve o texto original. Sendo assim, vamos às bases para realizar assembleias. Fiquem atentos aos nossos informes. Ainda esta semana mandaremos um boletim com os dias e horários.

 

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